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A toda vida...
A toda a natureza..

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O Mundo dos Sonhos - Com a eternidade na palma da mão




O Mundo dos Sonhos - Com a eternidade na palma da mão -
Letra de Pedro Campos

1


Abro os olhos com espanto
À minha frente vejo o mundo a sorrir
Não sei qual a razão
Mas desconfio que seja por ti...


2

Ergo as mãos para o céu
Lá em cima uma gaivota a voar
Inventa nuvens de algodão
Onde poderá depois descansar...

Ponte 1

Existe um mundo de sonhos
Invisível para os olhos da razão
Onde podemos ser quem quisermos
O limite é a imaginação
O limite é a imaginação...
A eternidade na palma da mão...!

Refrão:

O mundo é tão diferente quando sonhamos
Tão diferente quando corremos de mão dada com a magia

E é bem melhor...
Muito melhor...
É tão bom...
Olhar para ti...!

E é bem melhor...
Muito melhor...
Viver assim...!
No mundo dos sonhos...!


3

Onde os olhos se enchem de brilho
Com uma cor impossível de recriar
Num gradiente degradée
Que ilumina a noite como uma estrela cadente
Que dá cor à vida...!

4

Onde os gestos, as acções acontecem sem medo de sentir
Onde o coração não tem medo de se apaixonar
Pela pessoa certa, no momento errado...
Pela pessoa certa, por ti...!


Ponte 2:

Existe um mundo de sonhos
Onde o impossível pode acontecer
Onde podemos expressar sem temer
A música que na alma se está a fazer...
E abrir o nosso coração
Sem ter medo de magoar
A princesa desse reino
Esse mundo
Com a eternidade na palma da mão...

Refrão:

O mundo é tão diferente quando sonhamos
Tão diferente quando corremos de mão dada com a magia

E é bem melhor...
Muito melhor...
É tão bom...
Olhar para ti...!

E é bem melhor...
Muito melhor...
Viver assim...!
No mundo dos sonhos...!


Pedro Campos

Às vezes...



Às vezes...



Sabes...
Às vezes há que detectar no silêncio
O expoente vibrante da ternura
Essa eloquência que transpira e se transforma
Nos poros da emoção..
Na pele das sensações...
Ali... onde as verdades e as mentiras se detectam...
Essa eloquência... que se transforma em...
Sabedoria...
Loucura...
Ternura...!
Amor...!

Sabes...
Às vezes há que construir pontes sobre os rios da invencibilidade...
Às vezes há que seduzir os anjos universalistas com os argumentos impossíveis da imaginação...
E rivalizar com a eternidade dos sentidos...
Que nenhum anjo poderá sentir... sendo anjo...!
Porque os anjos.. possuem a eternidade...
Mas não são capazes de sentir o prazer dos instantes...!

Sabes...
Às vezes...
É necessário correr em direcção ao desconhecido... e saltar... viajar...
Mesmo na eloquência do desconhecimento completo da essência da harmonia...
E é preciso, por vezes... estar ali... onde se extenuam os sentires e os pensares e as emoções timbradas a essência cálida da experiência de estar vivo... acordado... desperto... para as coisas... para tudo... e para a reflexão possível acerca da própria reflexão... forçosamente pensar-se...
Sem se pensar...

Às vezes.. é importante que sejamos capazes de construir os nossos próprios caminhos...
Às vezes... é importante... criarmos os nossos próprios desvios...
Para conseguirmos alcançar a felicidade...
Que é... na sua simplicidade... amar... e ser capaz de ser feliz... amando somente... assim...
Contemplando a existência... e os momentos... os milagres... esses pequenos grandes milagres que acontecem todos os dias...
A todos os instantes...!
Essa alquimia intérmina...
Que acontece... nos teus olhos e nas tuas mãos... e no teu sorriso...
Tão perfeitas... e únicos...
Assim... nessa simplicidade...
Nesse milagre... perfeito...!

Sabes...
Às vezes...
É importante conseguir aproximarmo-nos dos limites incondicionais da vida humana...
Por vezes... é essencial... que conheçamos os limites estratégicos da sensibilidde...
Do conhecimento sobre nós mesmos...
Como um barco que navega no oceano frio...
Rumo ao desconhecido... mas... que vai sendo guiado... pelo instinto... de sobrevivência...
Guiado... pelo... instinto... de acreditar...!
No que quer que seja... esse acreditar...!
Guiado... pela vontade de viver...
Pela capacidade de contemplar as coisas...
E de se apaixonar pela própria vida... sem temer... os efeitos secundários de amar...
Guiado... pela capacidade... de sentir... e de se emocionar...
Pela capacidade... de ouvir... e de falar...
Assim...
Com a simplicidade... de olhar... intensamente... uma paisagem infinita... sem nome... nem tempo...
Uma paisagem arquétipa... da existência...!
Parecida contigo...!
Interdimensional...
Alquímica...!
Fenomenal...
Etérea...
Esotérica...!
Bela...!
Singular...
E às vezes...
Por vezes...
Escutá-la...
Escutá-la... apenas...
Nesse silêncio em que detectámos o expoente vibrante da ternura...
E entender... o carácter irrepetível da vida... dos momentos... das pessoas... das coisas... de tudo...!
Entender...
Que às vezes... o mundo inteiro... pode parecer-se com essa paisagem arquétipa... e sublime...
Que às... vezes... a perfeição pode ser sentida em tanta coisa... vislumbrada em tantos instantes...
Mas...
Que... só na paisagem única que és tu... se consegue sempre... entender o código genuíno dos sentires...
Da vida...
De estar aqui... em todo o lado... e em lado algum...
Dentro do pensamento...!
E fora dele...
Sempre...

Às vezes... é preciso construir-mos essas pontes... indiscutíveis... entre a realidade... e a imaginação... livre... de ser sonhador...!

Às vezes...!

(...)

Pedro Campos... Algures no tempo e espaço..!

Hoje...



Hoje...


Hoje...

Olhei para dentro da minha cabeça
E encontrei uma flor desabrochada
Encontrei uma ancora liberta ...
E o meu barco navegava ao sabor do vento...
Pelos mares novos do mundo...

Hoje...

Hoje... sou um marujo... vagabundo...
À força da maré...
À força da imaginação...
Sem saber onde irei parar...
Sem saber sequer quais as águas deste mar...
Ou sobre o que estaria a pensar...
Mas...

Certamente... pensaria... nisso... ou naquilo...
Talvez... na vida...
A mais bela de todas as verdades deste mundo...
Talvez em ti...

Hoje...

Hoje...
Vou ficar por aqui...
Condensado nas pautas de uma noite...
Que vibra com os sonhos que zumbem no silêncio...
Dentro da cabeça de um poeta...
Que... ao amanhecer...
Se reviu no espelho da eternidade...
E se deparou... assustado...
Com a sua face rasgada...
Pela fragilidade das palavras...
Que constituíam o semblante da sua poesia...!

Hoje...
Talvez vá adormecer aqui...
Perdido entre as palavras... e as vírgulas.. e as pausas... e os gestos... nunca gesticulados...
De um sentir caminhante... povoado de personagens fantásticas...
Povoado de imigrantes de outros mundos...
De outros contextos..
De outras histórias...!
Talvez como aquelas que escrevo... que vou escrevendo...
A cada dia que passa... com a tinta invisível... dos meus dedos...
Que sucumbem na existência de uma inexistência que se existe...
No rumor dos lábios ardentes...
Do pensamento...!

Hoje..
Talvez fique por aqui...
Entre o nevoeiro... e a bruma dessa condensação abrupta do suspiro ...
Suspenso entre as notas harmoniosas que compõem a melodia surda...
Do pensamento... repleto de sonho...
Repleto de figuras....
De símbolos... e encantos...
Magias e poções...
Portas secretas... nas secretas salas da alma...
Que levam a túneis que conduzem as emoções
Ao mais fundo dos nossos instantes... da nossa solidão...
Ali... entre a plataforma da fantasia... interminável...
E o veleiro solto apaixonado no mais alto mar...
A caminho do coração...
Num rumo nunca cartografado...
Mas já visitado por muitos...
Muitos como eu... como tu... como eles...
Muitos no rumo da aparição...!

Hoje...
Vou ficar por aqui...
A sonhar...
A dormir...
A perder-me... na noite...
Sentado no vazio de um rubro calor...
Que aquece o ar em redor...
Como se um dragão de fogo
Baforasse o sopro no teu coração...!
Esse sopro de estar aqui...
Ou ali...
Ou onde quer que seja...
Desde que seja...
Contigo...!

Até sempre...
Na imensidão da liberdade...
De respirar poesia num mundo de sonhos...
Interminável...!



Pedro Campos... algures...

Não sei...


Não sei...


Não sei o que dizer... não...
Não sei o que escrever... não...
Não sei o que pensar... não...
Não sei o que saber...!

Hoje...
Hoje.... Sinto-me bloqueado... sinto-me... talvez... trancado...
Sinto-me... viajando...
Viajando por todo o lado...
Por todo o lado... em todo o lado... com toda a gente... e com ninguém...
Acompanhado pela solidão e pela companhia...!
Só parando em ti...
Em segredo.... parando em ti...
Sim... em ti...
Tu... sempre tu...
Tu... o meu abrigo tranquilo...
O esconderijo escondido... em todo o lado... em lugar algum...
Dentro das enseadas ou das grutas cristalinas da emoção...
Onde ecoam os risos perante a lua... e os sorrisos perante o sol...
Onde ecoam... os desejos e os sonhos... os medos e as incertezas... as dúvidas e as esperanças...
Ditos no silêncio...
Encontrados nos nossos silêncios...

Nos silêncios de todos... e de ninguém...!


Sim...
Em ti... encontro o abrigo e a paz...
A quietude tranquila e sorridente de que preciso...
Para correr... para sentir... para pensar...
Para respirar... e proteger-me do mundo....

Sim...

Estou assim...
Perante a imensidão do mundo...
Talvez dentro ou fora de tudo...
Dentro ou fora do universo...
Mas sempre... sempre... tão perto... e longe de ti...

Tu... meu abrigo...
Estás sempre a meio do caminho...
Onde posso descansar... sem temer mais nada...
Sempre... tu.... a minha libertação...
Sim... é em ti... que me liberto...
É em ti... que volto a acordar...
É em ti... que volto a descobrir que afinal as minhas asas de papel
Ainda estão aptas para voar...
É em ti... que regresso da minha ausência...
Da minha viagem...
Do meu medo...
É em ti... que volto a mim...!
É em ti... que... volto a ser quem fui...
Nas ondinas expressivas de uma forte ligação calada...!
É em ti... que vivo...!
E em ti... que sou feliz...!
Mesmo que a sonhar...

É em ti...

E em ti... sou tudo e nada...!

Em ti... sou... tudo e nada...!


Pedro Campos - Algures no tempo e no espaço...

No limiar de mim


No limiar de mim (dentro de mim) - Letra de música de Pedro Campos

1

Na melodia do meu pensamento

Fecho os olhos

E viajo sem fim

Enlaço as mãos nos cordéis do infinito

Guiando-me pelas candeias acesas na noite


2

Essas que iluminam a noite da minha solidão

Essas que iluminam a minha escuridão

A minha solidão...!

Esta solidão...!

Ponte 1:

Talvez exista um oásis no deserto

Talvez exista uma chama dentro do vazio

Talvez exista um rastro perdido que decifre o mistério

Talvez exista uma solução para esta solidão

Mas não a encontro... em lugar nenhum...

Refrão:

Talvez esteja dentro de mim

Como o tempo e o espaço entretidos num jogo de sorte

Talvez esteja dentro da noite, dentro desta solidão

Na ausência de umas mãos que se perderam...

Talvez esteja nas saudades que tenho das tuas mãos... dessas mãos...

E estou perdido aqui...

Perdido numa face do infinito... do fim.. do limiar de mim...

Dentro da noite... dentro da solidão....

Algures... no limiar de mim...


3

No dia da noite, nesse dia, nessa noite, esses braços de cristais dos teus olhos

Esculpidos pelo vento, tornados movimento

Esses olhos, esse tempo, esse corpo perfeito...

Enlouquecem-me... e rodopio na minha insanidade... num cheiro de termor... de torpor... de cansaço...


4

A sedução e a solidão e o mundo de cera... de uma vela acesa...

Transformadas numa ilusão que ficou no ar

Num beijo por dar...

Mais um passo a caminho dessa solidão...


5

Não entendo o porquê da tua indiferença

Não descubro a razão dessa frieza

Com que os teus olhos intensos

Transformam os meus...!


Ponte 2:

Talvez exista um outro caminho

Uma chave secreta que possa encontrar

E que com ela possamos entrar

Dentro de nós e descobrir o que se passa... aqui...

Dentro de nós...! Dentro de mim...


Refrão:

Talvez esteja dentro de mim

Como o tempo e o espaço entretidos num jogo de sorte

Talvez esteja dentro da noite, dentro desta solidão

Na ausência de umas mãos que se perderam...

Talvez esteja nas saudades que tenho das tuas mãos... dessas mãos...

E estou perdido aqui...

Perdido numa face do infinito... do fim.. do limiar de mim...

Dentro da noite... dentro da solidão....

Algures... no limiar de mim...


Aqui...


Dentro de mim...




Pedro Campos - Algures...

Caminhos adversos na fuga à solidão

Caminhos adversos na fuga à solidão - Letra de Música de Pedro Campos

1

Sentado, ali,
Junto à areia salgada
Olho com fascínio
A lua a iluminar a madrugada

E escuto, no silêncio, os pensamentos que me invadem
A memória do teu sorriso
Reflectido na água espelhada


2

Trago na bagagem o que sinto por ti
As cores, as músicas, os sonhos
O teu mundo inteiro aqui...!

Tu trazes a incerteza e a lua cheia dentro de ti
Na voragem dos dias que passam
Trazemos um diário rasgado onde fomos escrevendo os nossos desabafos!

Ponte:

E assim vamos os dois
Viajando na magia das palavras
Sem termos medo de ser quem nós somos
Sem termos medo de ficarmos encalhados no mar..

Refrão:

Dei-te a mão junto do céu
E seguimos unidos pela estrada
De um silêncio expressivo
Perdidos, unidos, dispersos
Sem bússola ou orientação
São assim os caminhos adversos
Na fuga à solidão...!


3

A aurora já se alinha
Entre o céu e o mar...
Agora pegamos no leme da vida..
E avançamos sem parar...

E no firmamento celeste, alucinamos loucamente
Entre a penumbra da noite e o amanhecer do dia
Ficamos assim, unidos, separados... à espera do amanhã...
À espera do sempre...

Ponte:

E assim vamos os dois
Viajando na magia das palavras
Sem termos medo de ser quem nós somos
Sem termos medo de ficarmos encalhados no mar..


Refrão:

Dei-te a mão junto do céu
E seguimos unidos pela estrada
De um silêncio expressivo
Perdidos, unidos, dispersos
Sem bússola ou orientação
São assim os caminhos adversos
Na fuga à solidão...!


Pedro Campos - Algures no tempo e no espaço...

Ave


Ave


Algures em algum lugar...
Algures no céu,
Algures no mar...
Um pássaro canta!

Um pássaro canta suave o seu choro ou o seu riso...
A sua palavra discreta, indiscreta naquilo que é o seu vício...
Cantar, cantar e cantar... apenas cantando!
Um cantarolar sem fim no tempo em que vive...
No decorrer das horas... dos dias... dos ventos...
Pássaro de cristal, ave rara em cores de planície verdejante...
Canta que tão bem cantas...!
Canta aí quietinho...!
Como quem inspira ao sonho...!
Como quem professa ideologias do futuro...!
Canta, canta!! ó pássaro vaticinador!

Canta e desperta em quem te ouve o despertar de cada um em si mesmo!
Canta e apercebe-te da cor que colocas à tua volta... em ti, em mim!
Sonha... e faz-nos sonhar!
Mostra a força que te envolve,
E a magia que de longe e de perto te deixa voar...

Canta!
Sente!
Absorve essa imagem calada de sons estridentes...

Canta!
Sente!
Ó Ave rara que esvoaças pelo céu de azul permanente...

Diz-me o que falas!!
Diz-me o que pensas!!!
Se essas notas em tom de agudos
São melodias agudas do teu som!
Ou serão mágoas perdidas no tempo...
Ordens vacilantes do que foste e esqueceste...
Colorido como uma flor, ó Ave rara que embelezas este sentimento!!

Cantava...
Continuava a cantar...

Cantava e despedia-se da vida nos seus voos arrebatados,
Fintando as nuvens, fintando o ar...
Fugindo da chuva, abraçando o vento,
Aproveitando em cada brisa a levedura quente e rara do tempo!

Ai! Ó pássaro que canta!
Ah! Ó pássaro que me encanta!
Ó ser mágico que irrompe na solidão...
Devassa a minha irmandade só, tão só na escuridão!
Intimidade esquecida, luzes sem cor...
São os prelúdios da transcendência...
Rezando credos em temor!
Sou o sonho que te sonha...
Ó passarito madrugador!

Ó ave esbelta e feliz...
Canta para mim e só para mim!
Canta esta melodia estranha...
Este verso solto de palavra símil ao pensamento...
Canta tudo e encanta todos...
Ó passarinho verde e amarelo do meu jardim...
Ó poeta de asas brandas...
Esquece o teu tormento e vem cantar para aqui!
Para aqui… abrindo as portas do mundo…
No peito do eterno...
Ó Ave...
Ave...
Esbelta..!


Pedro Campos - Algures no tempo... e no espaço..

Só por ti (Existe)


Só por ti.. (Existe)


Existe...

Existe...
Uma flor no jardim dos sonhos...
Ali... entre a planície de erva curta...
E o ribeiro manso...
Onde escorrem as lágrimas dos viajantes das estradas do mundo...
Esse espelho de água...
Onde adormecem as pedras gélidas e ardentes da emoção...
Num fluído constante de sentimentos... de sorrisos...
De histórias... desabafos....
De vontades... e de transcendências...!
No limiar das coisas...!


Existe uma ilha no oceano... flutuando à deriva...
Que existe só por ti...
Um óasis no deserto...
Que se mantém vivo... e forte... e intenso...
Acordado... só para ti...


Existe uma estrela no céu...
Que brilha mais intensamente...
Iluminando a nocturna sombra da madrugada...
E essa luz só é brilhante e luminosa...
Porque se acende por ti...
Porque adquire luz... em ti...!


Existe um bando de aves que voa no horizonte...
Com a liberdade que é própria do vôo...
Com a liberdade que é própria de quem sonha e ama...
Com essa liberdade conferida pela felicidade...
E tu sabes... sabes... não sabendo... que durante as próximas eternidades...
Durante os próximos séculos... milénios... e até Eras...
Será só... e apenas por ti... que essas aves continuarão a voar...!
Será apenas por ti... que essas aves continuarão a acreditar que no seu vôo...
Encontrarão o seu destino na rota traçada... ao rumo do vento...
Ao rumo... da inspiração...
Na cartografia da alma...!


Existe... um universo inteiro... perdido no firmamento...
E por mais denso que seja o vento...
Por mais forte que seja... a maré...
Tu saberás... que é por ti... que o barco persiste na viagem...
Que é por ti... que as palavras são escritas...
E que o indizível das palavras continua a ser dito... em surdina...
Dito nas entrelinhas do silêncio...!
Dito nas entrelinhas do que se não diz...
Do meu...
Do teu...
Do nosso silêncio...
Enquanto... subtis... falamos palavras que só nós entendemos...
Como se decifrássemos um novo código da natureza..!
Falamos pelos olhos...
E pelas vibrações da alma...!
Falamos sem falar...!

Porque existe... em tudo o que existe...
Um caminho direccionado para a eternidade...
E esse caminho... está aqui...
A existir...
Por ti...
Só por ti...!
Por ti... inspiração...
Eternamente...!


Pedro Campos - Algures no tempo e no espaço...

Sem palavras

Sem palavras...

Sem palavras..!
Digo o indizível...
E no silêncio repleto de sentidos enigmáticos...
Olho apenas para ti...
E devoro os meus próprios sentidos...

Sendo tão complicado...
É tão simples...
Olhar-te...
E dizer-te tudo o que há para dizer... não dizendo...!
E entender a razão de tudo... não entendendo...
E compreender o universo inteiro... e o infinito... e nós próprios... e tudo... e nada...
E aceitar... aquilo que é a realidade... que é a própria vida e o próprio mundo..!
Os próprios gestos..!
E ser feliz... assim...
Ser feliz com aquilo que sou... que somos... com este mundo...!
Profundamente feliz...!
Com aquilo que se tem...

Sou profundamente... feliz...!
Com o aglomerado... de imensos milagres...
De instantes perfeitos...!
Na doutrina do sonho...
Que respiram... os sonhadores ao poente...!
Pela poesia..!


Algures... Pedro Campos

Jardim Interior - sobre o meu amor




Jardim Interior - Sobre o meu amor
- Letra de Pedro Campos


1

Abro a janela para o meu jardim interior
Que se estende para além daquilo que os olhos vêem
E sinto a noite cantar sozinha
Enquanto vou, enfeitiçado, pensando no meu amor...!

2

O meu amor é feito de magia
E tem a alma lúcida
A força da inocência
Eterna nas suas mãos de menina

3

O meu amor tem um jeito meigo, selvagem de agir
E um riso empolgante, quente e lindo
Que me faz sentir feliz...!

Ponte:

É assim o meu amor
Tão perfeita quanto o infinito
E com o seu modo de ser
Transforma os meus dias cinzentos
Em dias de sol

Refrão:

Que posso eu fazer
Senão embarcar em ti
Estender as asas do sonho
E num gesto, voar, em direcção à Lua
E num gesto, caminhar, em direcção a ti...!
Sem sentir culpa...!
Sem sentir dor...!
Sem ter medo de sentir...!

4

O meu amor tem lábios de cetim
E a pele indescritível
E dança como o vento
E tem o sorriso
Mais lindo que conheci...!

5

E os seus olhos são pérolas a brilhar...
Um segredo da criação
Um mistério agridoce
Para os sentidos...!

Ponte:

É assim o meu amor
Tão perfeita quanto o infinito
E com o seu modo de ser
Transforma os meus dias cinzentos
Em dias de sol

Refrão:

Que posso eu fazer
Senão embarcar em ti
Estender as asas do sonho
E num gesto, voar, em direcção à Lua
E num gesto, caminhar, em direcção a ti...!
Sem sentir culpa...!
Sem sentir dor...!
Sem ter medo de sentir...!


Pedro Campos - Algures...

As estrelas disseram


As estrelas disseram - Letra de Pedro Campos

1


Ontem as estrelas disseram
Aquilo que eu não queria ouvir
Palavras incertas no tempo
O que sinto e não posso sentir

2

Ontem as estrelas disseram
Que o horizonte estelar
É só para quem sonha
Só para quem luta por aquilo em que acredita...!

Refrão:

Mas eu não posso lutar
Contra as vagas da maré
Sempre tão fortes e repletas
Em mim, tão repletas de te amar...!

Mas eu não posso lutar
Mesmo que queira e sonhe e acredite
Que a utopia é possível de alcançar
E que o teu nome deixe de ser proibido para mim...
Para mim...

3

Ontem as estrelas disseram
Que nunca devemos desistir
Quando há vontade e verdade
E o que está em causa é a felicidade

4

Mas o que as estrelas não disseram
Foi que tu és tudo para mim
E que no rumo da liberdade
Eu não posso lutar por ti..!

5

Apesar de ter vontade e saber
Que não irei encontrar ninguém como tu
Fecho os olhos e adormeço, embarco no sonho...
Amanhã o mundo voou...!

Refrão:

Mas eu não posso lutar
Contra as vagas da maré
Sempre tão fortes e repletas
Em mim, tão repletas de te amar...!

Mas eu não posso lutar
Mesmo que queira e sonhe e acredite
Que a utopia é possível de alcançar
E que o teu nome deixe de ser proibido para mim...
Para mim...


Pedro Campos - Algures

Esta Noite

Esta Noite - Letra de Pedro Campos



1

Esta noite não quero
Deixar a noite fugir
Deixar a noite ficar
Longe de ti

2

Esta noite não quero
Continuar a fingir
Continuar a fazer o meu papel
Neste filme

Ponte 1:

Porque sinto a tua ausência
Sinto falta das asas para voar

Refrão:

E no meio da madrugada
Com os barcos junto ao cais
Vou dizer
Que a noite chegou ao fim
Vou contar as estrelas no céu
E as lágrimas no mar
E os teus olhos no luar
O teu nome escrito
Na areia do mar...!


3

Esta noite eu quero
Que os teus gestos
Sejam fiéis ao que a tua alma está a sentir


4

Esta noite
Vou dar-te as mãos
E deixá-las sentir
Deixá-las navegar
Ao sabor da imensidão

Ponte 2:

Porque és a inspiração
Que faz o poema nascer
Tu és a respiração do dia
Quando está a nascer...!

Refrão

E no meio da madrugada
Com os barcos junto ao cais
Vou dizer que a noite chegou ao fim
Vou contar as estrelas no céu
E as lágrimas no mar
E os teus olhos no luar
O teu nome escrito
Na areia do mar...!


Pedro Campos - Algures no tempo

Conto histórias de encantar - Letra

Conto histórias de encantar - Letra de Pedro Campos (escrita há 3 anos atrás)


1

Passo horas no café
A escrever palavras surdas
Contos, poesias
E histórias perdidas...

2

E vou pensando na tua dor
Criando sonhos para te distrair...

3

Estás sempre tão linda no teu luar
Mas os olhos não conseguem esconder
O que sofres no teu mundo
E aquilo que tentas vencer...!

Refrão 1

E choras... e sofres...
E vais morrendo dia-a-dia...
Perdes-te na noite mais longa
E quando amanhece
Esqueces-te do novo dia...!

E eu abraço-te, dou-te um beijo
Olho para ti e tento te acalmar
Digo coisas que nunca li
Invento paisagens à beira-mar...!

Conto histórias de encantar...!


3

Passo o tempo todo a pensar
O que mais posso fazer
Para te ver sorrir
Para te dar força para viver...!

4

E a lua ganha nova cor
Quando tu me abraças na noite
E com um brilho no olhar
Sorris e dizes: - Já consigo sonhar...!

Refrão 2

E cantas e brincas
Fazes gestos de quem voltou a viver
Corres e sorris
Pareces louca e insana
Mas apenas estás feliz...!

E eu abraço-te, dou-te um beijo...
Olho para ti com a alma cheia
Digo coisas que nunca pensei dizer
As mais doces palavras que saboreei...

Histórias de encantar...

5

Pego na tua mão e sinto o teu perfume
Esqueço a dor nos teus lábios
E provo do teu sabor
E quando o tempo já finda...
Digo: amo-te, com ternura...
És a minha vida...!


Pedro Campos - Letra de música escrita há 3 anos atrás.

Ao Longe...


Ao Longe...
(na confusão da escrita)






Ao longe...
Sinto os teus olhos olharem para mim
Através das cortinas nubladas da ilusão
Pele perfumada
O odor do mundo
A essência cálida e incerta de uma mentira aparentemente genuína
Um sabor a maresia e o corpo de um sem fim de sonhos
Unidos em braços e pernas e cervos e nervos e rumos e ventos e chuvas e choros e lágrimas e risos e beijos e tudo...


Sinto o corpo estremecer
Sinto a doutrina desvanecer
E o silêncio rotundo do uníssono universo vazio do meu corpo... aqui... ali... em lado algum...


Sinto a língua dobrar-se, torcer-se, unir-se, coroar-se de essência una e glorificada... o teu sabor... a tua essência... esse fluído mágico e infinito que, qual mel doce da manhã, me embriaga, me exalta, me extenua num inebriante pulsar ritmado... o ritmo do mundo...
No teu corpo...


Ao longe...
Na imensidão brilhante
Desses papéis brancos unidos no tecto dos teus olhos
Um poema lido de autor desconhecido...
Desses que lemos... sabemos ler...
Mas de quem nunca ouvimos falar...
Desses poetas e artistas desconhecidos...
Incertos... vazios...
Mas poetas...


Abstracção
Revolução
Silêncio
Vazio
Tudo
Nada
Agora
Amanhã
Ontem
Nunca
Sempre
Aqui
Ali
Agora
Depois
... fim
... início..
Poetas...
Assim
Na confusão escrita...


Pedro Campos - Algures...

Acordar

Acordar...

Depois de fechar os olhos...
Pregadas as pálpebras
Como se tivesse nascido..
Sem a capacidade para olhar..
Um novo horizonte se olha
É como...
Uma viajem em que se embarca
Um percurso no oceano do tempo
Voando através do espaço
Desafiando todas as leis, dogmas e obstáculos que o cepticismo e a ignorância impuseram ao espírito
Adormeço... num outro local do universo...


Ao raiar do sol...
Os primeiros traços de luz que se sustêm no incolor escuro do quarto adormecido
Vão preenchendo o espaço vazio, em que se percebe que amanhece
Esse espaço vazio, deixado entre a madrugada e a manhã... aquele instante de simbiose mística, de mudança... de transformação imensa...
O limiar que não delimitando...
Separa naturalmente... o dia da noite... e a noite do dia...
Nos separa aos dois...


Acordo...
Com o teu olhar ao meu lado
É como se... num momento... continuasse a dormir... acordar... acordado... dormindo


É como se...
A noite fosse o dia transformado na noite do dia em que dormindo estou acordado...
Como se acordado dormindo... fosse apenas mais um ser acordado... que acordava... no acto de dormir... na face acordada de amanhecer acordado..
Por entre o seio da madrugada... em que deveria estar dormindo... mas... estou acordando...
Acordado..
Acordar...
Para o lado errado da noite...!


Pedro Campos - Algures

Poesia

Poesia


Fiz da poesia o meu abrigo
Quando o amor ou o ódio me possuíram
E quando a morte se fez perto
Falei em poesia com Deus...
E penetrei fundo no universo...!

Com palavras encantadas no peito
Fiz promessas, apaixonei-me pelo vento
E a lua que brilhava no céu
Era musa que inspirava
A poesia que era eu...!

Poesia...
As palavras sentidas na alma
Instantes... vozes... segredos...
O mundo visto por quem sonha...
A vida sentida por quem ama...!

Poesia...
Versos embalados no tormento
Ou escritos enleados no amor do momento
Poesia..
Utopia...
Verdade...
Sentimento...
Poesia... o ar que respiro...
E me nutre de vida...!

Com a noite e o dia fiz poema...
Com a chuva e o sol adormeci
E a força que me invade o coração
É a magia alada
Que acontece na poesia...!

Com as mãos frias... cândidas... gélidas...
Palpei terrenos indizíveis e inóspitos...
Acendi velas que se apagavam com o medo e o rancor...
Dilui poções...
Desfiz bruxedos...
Para não me perder no mundo...!

Poesia...
A insanidade...
A loucura...
A imaterialidade...
O vazio... o cheio...
O obscuro...
A irrealidade...
De uma lucidez acordada e desperta...
Sempre aqui...
Na ponta dos dedos...
No centro da alma...
A poesia renasce... em mim... em ti... neles... em tudo e em todos...!
Sempre..!


Pedro Campos - Algures no tempo... (poema escrito há cerca de 3 anos)