Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Amanhã...


Menina que choras
Encostada a essa pedra vazia
Despes a solidão da noite escura
Que o mundo é um altar para um Deus cruel e negligente
Ignorante do instante em que o Homem sente

Menina que cais
Cansada nessa cama sem rede
És sozinha nos encantos que o pensar te trouxe
Uma fadiga de ser e estar
Numa terra de muralhas altas demais para o sorriso

Dorme, nessa cama sem dossel
Tem sonhos de esperança
Que amanhã o tempo te dará razão

Amanhã será tempo do instante
Do sentir não mutilado
Será tempo de te envolveres com o infinito
Tempo de conheceres quem se esconde
Tempo de veres o que olhaste tantas vezes oculto pela cortina da estupidez
Amanhã será o tempo de acordares
Amanhã... será o dia do teu nascimento...
E quando abrires os olhos...
Por entre a luz e a treva...
Serás feliz...
Amanhã... menina... será um lindo dia...
Amanhã...
És livre..!