Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Simplesmente amar-te assim...



Simplesmente amar-te assim...


Sabes
Por tantas vezes na vida procurei um significado concreto para o amor
Uma definição definida desse conceito transdimensional e indefinível
Que ultrapassa barreiras culturais, sociais e todas as outras
Sem entender que só amando...
Se é capaz de conhecer o verdadeiro sentido de amar...!

Sabes...
Foram tantas as perguntas já feitas e as respostas vazias quase dadas
Em momentos de desespero e solidão
Que nesses quases, quase me perdi na loucura perene... de não saber me perder... nos braços do amor...
Nessas leis sem lei...
Nesse jogo sem regras...
Nessa teia de sentimentos... que se encadeia na cadeia de afectos... do sentir... mágico...
De que somos quem somos...
De que estamos vivos e nos sabemos vivos... e nos queremos vivos...
Na intensidade de sorrir e cantar e dançar... e voar sem asas pelas asas de sonhos sem céu...
Porque o céu somos nós...
E as asas são os leques alados que nos fazem levitar nos segundos da imaginação... em que acreditamos que o inacreditável pode acontecer...
Sublimemente... nessa antítese de tudo... o amor...
Que nos leva ao divino... e nos pode sempre... fazer cair...
Na sargeta molhada e perdida da insanidade...!
Da ausência de nós em nós...
Numa vida já sem nós enlaçados entre pessoas...!

Hoje... olho para trás no tempo...
E num relance de entendimento...
Percebo que o amor pode ser tão imenso quanto um universo inteiro...
E tão vago e inelutável quanto um buraco negro... que suga a energia das estrelas para dentro de si... aumentando o vazio... a preencher...
Aumentando... o amontoado de desespero por saber que não pode ir mais além...
E no entanto, ter vontade de o fazer...
Uma vontade profunda, sem maldade...
Uma intrínseca e poderosa vontade de viver...!
De te viver.. meu amor...!
De te querer...!

Agora... olho para ti... e deveras compreendo...
Que todas as hipóteses não testadas... e todos os testes sem hipótese...
Que todas as teorias levantadas e todos os livros escritos... quase sempre em vão...
Que todas as músicas, canções, poemas e letras... gestos e pensamentos...
Tudo isso... tudo isto...
Tudo... no absoluto de me ser... hoje é....
Encanto...
Loucura...
Lucidez...
... hoje é...
É... simplesmente amar-te assim...

Tudo isso... é a minha religião...
Tudo isso... é simplesmente... acreditar-te...
Mesmo na fronteira limiar do impossível...
Transcendendo as limitações da realidade...
Sentindo as emoções na intercontextualidade... da imensidão de todos os instantes.. de toda a vida...
Ali...
Num gesto... que ficou parado no tempo...
Num olhar... que se susteve... nas linhas da eternidade...
Num tempo.. que parou... ali... sem no entanto parar...
Num espaço... sem local.. sem lugar... sem morada...
Algures... no que aconteceu...
Ou naquilo que ficou por acontecer...!

E assim...
Na ebulição de um vapor inocente...
Decantando... a solidão da noite...
Destilando... a lágrima ousada... que teima em quedar...
Juntando-se ao rumor marítimo desse lago reflexivo onde deambulam peixes coloridos sem escamas nem predadores...
Espero por ti...
Espero por ti... incondicionalmente...!

Espero por ti... em mais um dia... novo...
Espero por ti... em mais um dia... esperando por nós...
Acreditando que nesse dia... tudo será melhor...
Acreditando... Que tu és feliz... independentemente de mim....
Acreditando... ao mesmo tempo...
Que continuei a ter a coragem para te amar e para lutar por ti...
Temendo... e ao mesmo tempo... esperando...
Que um dia... um dia...
Talvez daqui a mil gerações... ou possivelmente... noutras encarnações...
O que sinto por ti.. se dissolva... na ampulheta arenosa do tempo...
Dissipando-se como energia... nas ondas magnéticas do sol...
O mesmo que nos dá calor em cada dia...
E que isso... que sinto... fique por aí...

... Porque... espero por ti...
Seja onde for... espero por ti...
Porque... no inaudito... digo-te tudo o que há para dizer...
E tu sabes tudo... disso que sabes que eu sei que tu sabes... e não podemos saber... se sabes que eu sei que tu sabes... ou não...
Mas... sabemo-lo... ambos...
Que... tão naturalmente...
Simplesmente...
Continuo a amar-te...
Menina mulher... linda...
Apenas isso...
Sem que nada possa fazer...
Porque gosto de ti...
E sabendo-o... sabes que isto...
Isto é o máximo que a minha lealdade para com o mundo... para com as pessoas... e para comigo próprio...
Me permite dizer...!

Talvez... amanhã te diga o que sinto...
Talvez... não... porque tu já sabes...
Que te amo...
E respeito...
Eloquentemente...
Mas.. na serenidade... do sorriso...!

Simplesmente... assim... como quando a seguir a um poema... lido...
Volto a olhar para ti...
E sem sequer falar...
Tu... Musa...
Sentes o meu olhar...
Hoje...
Agora...
Como sempre...!

Como sempre...!


Pedro Campos - Algures....

O Jogo dos Sentidos


O Jogo dos Sentidos


Existe na prateleira mais alta
Do Museu das nossas velharias
Uma caixa secreta
Que se abre no mistério de si própria...

Uma caixa...
Onde se omitem gestos
Num jogo de silêncios repletos
Em que as mãos se dão sem pensar
E os olhos se movem nas órbitas de mil olhares
A uma distância incontável da loucura e do incerto...
Ali... nos limiares incontáveis da sensibilidade...!

Existe nesse esconderijo
Um jogo surpreendente e emotivo
Que não tem regras fixas
Nem estratégias definidas
Porque é um jogo que põe em jogo os próprios sentidos
Um jogo solitário e colectivo
Que depende apenas das danças que perpetuam
Na acção de cada jogador ou participante
As intenções escondidas na mente de quem age, pensa e sente...
Ali... nas dimensões imensuráveis do agir..!

Não sei, se por mero acaso...
Nesse contínuo de descontinuidade que nos une e separa constantemente
Terás já dissertado sobre a essência fulcral que preenche de volume
A tua esfera de pensamento
A tua esfera infinita de loucura e lucidez...
Essa mobilidade que permite aos teus sentidos decifraren o mundo
E absorverem de forma sublime... a vida que se faz... a vida que acontece... aqui...
Quando esse jogo de sentidos comuns...
Nos desperta os sentidos de forma verdadeiramente sentida... sensível... ardente... até etérea...
Fascinando-nos...
Com a amplitude até aí desconhecida do sentir...
Quando nos encontramos nas calhas que nos levam a descobrir o extenuante sentido dos nossos sentidos...!

Não sei, se por determinismo vão... ou destino aparente...
Consistentemente visitaste alguma vez sequer, esse jogo inconcreto de desejos e pulsões..
Esse vento de caminhos e vontades...
Paixões e intensidades...
Que deslumbram os olhos do corpo... com a visão dos paraísos da alma...
Essa metáfora de gestos, de sentires, de sensações...
Essa gotícula de omissões, olvidadas na lembrança de um esquecimento que subsiste
À mercê das vontades secretas da alma
Na profunda e mais secreta câmara de verdades inelutáveis... mas mutáveis...
Que se acomoda na caixa de pandora...
De cada um de nós...!
Dentro do dentro de cada um de nós...!

Essa caixa... sagrada...
Que se encontra colocada...
Na mais alta prateleira das ilusões...
Nesse Museu sem tempo, das nossas velharias...
Onde se decompõem as cores febris da inocência...
E se misturam numa simbiose mística...
Os sabores variados e sumptuosos da liberdade...
Nesse sorriso agridoce... solene e inigualável...
Que não tem previsão... de acontecer...
Acontecendo apenas... com a naturalidade das estrelas...!

Acontece apenas... assim... sucedendo... sucedendo-se...
Esse jogo de contemplar... o mundo...
Em que se omitem gestos
E tantos gestos nos fazem falar
Sem dizer porém, nada do que somente mais gestos poderão afirmar
Gesticulando tudo e nada numa forma de ser-se
Porque esses gestos que os gestos podem mostrar
São como as ondas revoltas que sem olhos mágicos
Nos conseguem fazer sonhar... chorar.. sorrir... crescer... renascer...
Porque as histórias que os teus gestos me podem contar
São tão audíveis na energia do teu sorriso...
Como a mais perfeita melodia de um poemar sonoro... que nos encanta docemente...
Em que são ditos em tom elevado
As mais belas palavras que o dicionário dos sentires...
Poderá alguma vez conhecer...!

E assim...
Essa caixa secreta
Que se mostra sem mostrar
Num jogo de silêncios repletos
Em que as mãos se dão sem pensar
E os olhos se movem nas órbitas de mil olhares
A uma distância incontável da loucura e do incerto...
É de novo fechada...

É chegada a hora de findar mais uma partida
De um Jogo dos Sentidos estimulante
Em que os jogadores perdidos adormecem cansados
Ali... no semblante da eternidade...!

Da eternidade...
Porque o Jogo dos Sentidos...
Pode levar-nos à mais profunda raíz do infinito...
À Alquimia suprema...
À Alta Magia...
À apoteose de estar vivo...
Que acontece quando nos damos ao mundo...
E nos deixamos levar... no sentido... de sentir tudo e nada... livremente... sem censura...
Ali... nesse jogo dos sentidos...
Que só é genuíno...
Quando é sentido...
Que só é transcendente...
Quando nos apaixonamos...
E que para mim... só faz sentido...
Quando o sentido encantado dos meus sentidos
Contempla esse quadro sublime e fascinante de autor desconhecido...
Insustentável imensidão que sustenta a minha poesia e o meu élan... a minha inspiração...
Que és tu...
Tu... loucura lúcida do meu sentir...
Razão eloquente do meu pensar...
Tu...
Em mais um Jogo de Sentidos...!



Pedro Campos - algures no tempo e espaço...

Essa Magia doce


Essa Magia doce

(...)

Existe uma magia doce
Em cada acordar
Uma magia única
Que se desprende do ar
Que dança no horizonte
Bailando ao sabor do sonho
Um encanto celestial
Que se enlaça e dilui no olhar
E nos faz sorrir, nos faz cantar...
Que nos deixa sentir o mundo de um modo diferente...

Sim, existe uma fantasia em cada acordar...
Quando abrimos os olhos no amanhecer...
E olhamos essa magia única
Que persiste em nós
E existe em nós...
E acontece em nós...
Em nós... até morrer...
E é isso...
Esse sentido, essa condição... essa verdade... esse ahimsa...
É isso... o amor verdadeiro...
É isso... o que tu és para mim...
É isso... o máximo que as minhas palavras vazias poderão alguma vez dizer...
E tu...
Ahh...
Tu... és muito mais do que essas palavras...
Muito mais do que essas palavras que poderiam tornar um poema mais bonito ou mais completo... ou até mais perfeito... e mais próximo do belo... ou isto... ou aquilo...
Mas para quê complicar... o que é simples...?? Para quê??
Já houve um tempo em que costumava complicar tudo...
Mas para quê fazê-lo agora?
Para quê?
Se o que te quero dizer... é apenas...
Que te amo...
Que te amo tanto quanto a minha inexistência ou existência poderão consentir...
Tanto, tanto, quanto a imensidão de estrelas que existem... quanto a imensidão de estrelas que já não brilham mais... e ainda... tanto quanto... a miríade de estrelas que estão ainda por existir...
Tanto.. quanto o tanto que o tanto pode conter...
Tanto... como tudo o que já vi...
Tanto... quanto o tudo.. e o infinito.. e plenitude... e o apogeu.. e o clímax... e o limiar da ascensão... a um paraíso terreno... celestial... interdimensional... que és tu... númen...
Tanto... quanto a simplicidade... de te amar...
Tanto.. como amo...
Independentemente da impossibilidade de acontecermos...
Independentemente de achares bem ou achares mal...
O facto... é que te amo... e amarei para sempre...
Porque sei...
Que não és nem a porta errada... nem a porta certa...
Porque não existem portas erradas ou certas...
Existem pessoas... sonhos... amor...
E tu... és tudo isso para mim...
Tanto.. tanto... quanto do tudo que o tanto pode conter...

Até sempre...
Porque és tu... só tu... essa magia doce...
Que me custa não dizer...
Dizendo...


(...)

Pedro Campos - algures no tempo...