Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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O Poema dos Gestos

Existem gestos que gesticulam
O que não se diz
Gestos para o dia
Gestos para a noite
Gestos para cada momento
Que não se vêem, nem se ouvem...

E o teu gesto
O gesto deles, delas, de toda a gente
São feitos de linhas cruzadas
Como nuvens sobrepostas
Numa tela de muitos ontens

E fechou-se o portão
Que o poema dos gestos entreabria,
Anoitece aqui.. numa noite de todas as noites
E a sorte... de sortes distintas...
Entre os alpes da fantasia dos actos
Que num tornado de eloquência
Se dispersa... por coisas que não vês
E adormece... nos lençóis... que não és...
A pele... e a flor... à flor da pele...
Hesita a demora...
Ordena-se a forma do amor...
E os conceitos que conheces...
Findam... no espelho sem cor
Que a harmonia do calor.. no teu corpo
Abre essas aveludadas asas e sobe no horizonte...
Para a forma inevitável de magia...
No topo.,
Num alcance...
Um poema... dos gestos
Aqui...
Quando os gestos...
Gesticulam...

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