Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Estou...




Estou...
Apaixonadamente viajante
Entre a tremura do desejo
E o absurdo de passar horas a contemplar o nada...

Sou talvez a sombra vadia do que sou
O susto aflito
De quem me habitou...
E o amar crente... por um olhar diferente...
Que és tu... Tu..!

Sinto o mar que me agita e serena
Vagas doces que me embalam
Num balançar de encantamento e fascinação
Ternos e impossíveis gestos
Inventados por nós...
Nas terras longínquas... do infinito...

E no recanto daquela rocha
Bem perto da areia acastanhada
Despi-te no silêncio
No absoluto silêncio cantado
De uma liberdade feita madrugada
E amei-te...
Senti-me... completo...
Uno... em paz... no perfeito sentido do universo...

E ouvi... longemente de perto
O som que...o vento trouxera, decerto
O canto murmurado das gaivotas
Silvos que ecoando num deserto das coisas
Se expandiram com vontade...
Pelo corredor aberto
Que o teu coração perfeito
E o teu sabor rosáceo, cristalino... infindável...de sabor
Entreabriu... ao virar do monte dividido...
Esse monte dividido...
Que é a profunda gruta que a eternidade teceu
Nós de um destino vociferado ao relento
E o gesto ténue do abraço...
No determinante momento...

Agora...
Com o queixo apoiado...
No nó das minhas mãos cruzadas
Procuro no mapa do existir
A rota distinta que directa
Me leve a ti...

Agora...
Com um lago de poesia debaixo de mim
Oiço os passos amplamente apertados
De cem mil cordas de viola que explodem de frenesim
Talvez... da festa.. de gostar...

Talvez seja a força de te amar
Que por querer-te tanto, querer-te mais... que mais...
Faz das coisas simples... milagres musicais...
E do acaso inconcreto...
Um sentido bem mais certo
Que de alma nua... chama por ti...
Uma incerteza certa e convicta
De que és tu...
O jardim idílico dos poetas...!

E salto, disparo-me nas muralhas deste acreditar...
Sou feitiço sem feiticeiro
Sou ver sem olhar...
Sou o rio de água lenta e transparente
Que... pressente, no presente, o eloquente... de sonhar...
Que há em ti
O emanente profundo de sentir
Que se exala do teu ser... como se fosses Sol
E essa delicadeza de bailarina de cetim
Que me entrepõe o eterno
E o confirma como real...
Simplesmente... existindo ali...
Ali...

Ali
Continuo à tua espera...
Ali...

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