Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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No chão...



Diluí o verso eloquente da ternura
E nas mãos ficaram as gotas de tinta
As gotas de água, as lágrimas que sobraram
Do saco de lágrimas que chorei
E me choraram...

Dissipei as nuvens tempestuosas em surdina
E as árvores agitaram densos ramos na neblina
E nos dedos, e nas unhas, e no corpo todo...
Adormeceram as fagulhas de um fogo ardente que cessou
Além do sonho...

Às vezes num instante de reflexão
Pergunto-me, indago as minhas dúvidas ao infinito
Será que somos nós que choramos
Que carpimos dolentemente a dor sentida em vão
Ou seremos somente, apenas nós
As lágrimas choradas... que jazem como lagos... no chão...?

1 comentário:

Lucy disse...

Simplesmente maravilhoso!!!Amei tua poesia. Você tem aquela alma sensível que capta os sentimentos do mundo. Que "teus ombros suportem o mundo"porque não tem sido fácil carregá-lo, imagine escrevê-lo com suavidade! Você é muito bom com as palavras. parabéns!