Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Indagando...

Indagando



Pergunto-me...
Onde estava eu...
Quando me ouvi chamar por mim?

Interrogo-me...
Quem era eu..
Quando te olhei olhar para mim?

Descalço-me...
Já descobri os sapatos castanhos e enrugados...!
Estavam debaixo do colchão do silêncio
Junto ao baú onde guardo todos os meus medos
Bem fechados e atados...
Para não me devorarem ao anoitecer...
Quando estou desprotegido...!

Dispo-me...
Já reencontrei a nudez de um princípio de vida
Estava a meio caminho entre a felicidade e o desespero
Não trazia bússola, nem relógio, nem passado, não trazia nada...!!
Trazia somente no bolso a indagação
Com que me olhando...
Me pergunto: quem sou?
Onde estou...?
Se para onde vou... lá estarás tu... ou não.. a esperar por mim?
Se quando chegar... ou partir...
Alguém irá entender a minha solidão...!?
Alguém poderá incluir em enciclopédia... este pensar..
Este agir...
Este perguntar...
Será que tu... que me lês... entendes a minha emoção...?

Talvez sim... talvez não...
Porque... eu já não sei quem sou...
Porque... eu já não a entendo...
À solidão...
Indagando...
Perante os portões colossalmente abertos...
Desta alma em contemplação...!

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