Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Pensei

Pensei



Pensei que a noite
Seria noutro dia qualquer
Um amanhã que viria ontem
Entre as almofadas do amanhecer

Julguei que a sorte
Determinada e restrita a alguns
Não me tocasse de longe como tocou
E ficassem as minhas mãos vazias...e os meus ouvidos surdos...
De uma alma sem som...

Acreditei que o combate pacífico pela liberdade
Seria sempre encorajado pelos Homens
Mas enganei-me ao considerar real essa verdade
Afinal os Homens são cobardes
E não sabem que amar não tem alinhamento
Não tem manual de instruções...
Nem moratórias de tempo..
Que definam quem somos...

E mesmo que outros pensem em definir...
Nada mais errado poderiam fazer
O amor é como uma cigarra que canta num prado verde
Cada cigarra tem o seu som próprio...
Como cada amor tem a sua música única.... inconfundível..
E não pensem que por tentar calar a cigarra... ela deixará de cantar...!
Sei... que cantará até morrer...
Como esta alma que te ama...
Como esta voz que te chama...
Até ao tudo... do tudo...
Expressará sem temor...
Este sentir, este remoinho, esta revolução...
Este querer-te tanto, este fogo que arde em fulgor e calor...
Este amor...
Amor.. por ti...
Nunca calará...
Só quando findar...
O Eu.. que habita aqui.

Pedro Campos

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