Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Será?

A janela está fechada
Onde está o cadeado da porta?
Será que as palavras se esqueceram de dizer?
Será que o teu silêncio é dor, medo ou incerteza?
Será que me encontro vazio...
Num lugar distante...
À espera do fim...?

As velas estão acesas em cima do mármore cinzento da lareira
E eu não vejo a sua luz...
Não entendo o seu cintilar...
Será que morri sem saber..?
Será que estou longe nesta febre de saudades...?
Será...?

Ficava à tua espera
Na cascata dos nuncas
E esperei que houvesse um beijo...
Uma palavra de amor...
Um querer diferente e forte...
Que estremecesse o tempo...
E houve...
E aconteci...
E emudeci... de tamanha emoção...

Hoje... sou apenas o invólucro despido
Que o vento sacudiu até à brancura do nada...
O incolor de uma estrada escrita nas estrelas
O amanhã de uma centelha de ontens...
O tudo... que procura... a cada esquina...
O regresso cintilante na madrugada
Encontrar-te nas perguntas...
E abraçar-te nas respostas...
E assim... será...
Sim...
Será...?
Um corredor de imagens...
Dentro do vórtice do pensamento...
Dentro de mim...

1 comentário:

Cláudia e Filomena disse...

Parabéns pela tua veia literária, nunca imaginámos tanto talento...

Um beijo Cláudia e Filomena