Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Quem sou eu?


Quem sou eu?

(...)
Pergunta inconclusiva
Essa que nos questiona sobre quem somos
A dúvida existencial sentida
Que confronta o estranho que nos habita
Aquela personagem mítica que nos é
Com a face conhecida daquele que somos
Como se fossem habitantes de um mesmo prédio antigo
De uma mesma rua de calçada
Olvidados na penumbra da solidão
Em instantes arrependidos

Aí... nesse monumento longínquo
Lembras, esquecendo...
Tudo o que ficou para trás...
Levado pelo tempo deserteficado
Esse que revolve tudo o que existe e não existe
Entre a terra e o céu
Dentro das ondas do mar ou do vento do mundo
E que me permite... assim...
Responder à tal pergunta inconclusiva...
Quem sou eu?
(...)

Este Sou Eu...
Sou ninguém... e sou toda a gente
Um murmúrio de fado
Um pedaço de vinho
Uma forma de vento
Um ritual de alquimia
Uma sombra com luz
Um rasgo de sonho
Na eternidade das coisas finitas
Que se prolongam pela força da vontade
Para o transcendente de eternidade
Que há em nós...
Que há na voz...
Daquilo que somos
Sendo... Eu... inconclusivo
Perguntando...
Quem sou eu?... mais uma vez...
E em nítido nulo te respondo...
Não sei quem sou...
Talvez... tudo...
Talvez nada...!
(...)



Pedro Campos

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