Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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Casa do sentir


A Casa do Sentir

Planície aberta
Campo verdejante de erva
E a aveia do tempo
Dispersa sobre os meus pés
Levitando eu
Sobre a noite
Desse campo longo
Longínquo
Distante
Em que acenos de sonho
Murmuram os passos que damos
No rumo da vida

Somos sementes de ontens
Amanhãs que nunca foram
Hoje's que nunca serão
Tempos sem tempos
Tempos sem distâncias
Contagens de instantes em aglutinação...
Nesta miragem proximal
De planície vazia
Em que se confundem fantasmas com poesia
Onde ecoam os mitos do sempre
E habitam as cores do nunca
E onde eu...
Onde eu sou a voz
Daquilo que nunca fui
Incessantemente
Um respirar fundo
Nas asas de uma borboleta
O acreditar imenso
No sentir do olhar
Olhar, olhar-te, olhando-te...
Ser a semente
E a folha da flor
O pólen agreste que inunda de vida e força
A germinação do mundo
Perdido em desejo...
À luz luminosa da Lua nocturna
Da casa do sentir
Que somos...
Cada um de nós...
No secreto universo que nos acontece...
A casa do sentir...

E pergunto-me.... quem somos?
Somos nós... essa casa... de sentires... de sentir-te...
Porque somos do tamanho das coisas sem tamanho...
E na nossa dimensão... tu és magia plena...
Na expressão eloquente da eternidade...
És composição perfeita em sintonia com o infinito... do cosmos...
Tu...
A cada segundo...
A casa do meu sentir


Casa do sentir... sentir-te...

Pedro Campos

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