Aos meus pais, avós e amigos.
A toda vida...
A toda a natureza..

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O que somos nós?

Nestes dias
De tempos indefinidos
Tenho procurado a nossa verdade
Entre algumas lágrimas e alguns sorrisos
Entre desenhos rabiscados a carvão
E os acordes retardados de uma melodia intemporal
Tenho tentado procurar a resposta à primordial questão
O que somos nós?

Em cada olhar…
Ao ritmo da nossa mútua respiração
Nestes breves, efémeros, eternos dias que passam
Tenho sentido a dúvida da vida
A problemática do Homem
O que somos nós afinal?

O que somos nós?
Seremos terra, seremos água, seremos fogo ou ar?
Seremos a comunhão entre tempo e espaço
Ou a loucura ténue de um instante efémero?

Seremos a sombra ou a conjugação diferenciada da luz?
Seremos uma brevidade longínqua
Ou a longevidade de algo muito breve?

O que somos nós?
O que és tu?
O que sou eu?
Pedaços de carne sem espírito?
Espíritos sem carne?
Ou abundância de ambos numa forma indecifrada e alienada a que chamam código genético?

Seremos o Sol e a Lua?
Seremos o sistema solar? O universo inteiro?
Seremos a busca infindável por algo que à partida sabemos que não existe?
Ou o fim da viagem que o destino traçou, por entre tudo o que resiste?

Seremos a curiosidade e a dúvida prevista nos genes?
Seremos amigos e afáveis e ingénuos, inocentes?
Seremos bons, maus ou loucos?
Seremos algo que é? Ou não somos nada… somos nada e tudo.. talvez!!?

O que somos nós afinal?
O que não somos… afinal…
A dúvida persiste...
O que somos nós...?


Pedro Campos

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